Existe uma ideia equivocada de que o problema tributário só surge quando o débito é inscrito em dívida ativa. Na prática, a exposição jurídica começa muito antes. Tributos em fase administrativa ou ainda em discussão já produzem efeitos relevantes sobre a empresa. Em 2025 e 2026, com o cruzamento de dados cada vez mais eficiente, o Fisco monitora comportamentos, recorrência de inadimplência e histórico fiscal, mesmo antes de qualquer medida judicial. Como débitos “invisíveis” afetam o negócio Débitos ainda não inscritos podem impedir a emissão de certidões, travar operações de crédito, dificultar reorganizações societárias e afastar investidores. Em muitos casos, o empresário sente o impacto sem conseguir identificar a origem do problema. O passivo deixa de ser apenas contábil e passa a ser estratégico, afetando decisões de expansão, venda da empresa ou entrada de novos sócios. Transação tributária como ferramenta de reposicionamento Pouco se fala que a transação tributária não é apenas uma saída para empresas em crise extrema. Ela pode ser usada como instrumento de reorganização fiscal, permitindo previsibilidade, redução de litígios e controle do passivo antes que ele se torne insustentável. A escolha do momento, da modalidade e da estratégia correta é o que define se a transação será uma solução ou um novo problema no futuro. Diagnóstico fiscal evita decisões que comprometem o futuro Cada empresa possui uma capacidade real diferente. Avaliar fluxo de caixa, riscos, histórico fiscal e perspectivas do negócio é essencial para evitar escolhas que parecem vantajosas no curto prazo, mas travam a empresa a médio e longo prazo. No direito tributário atual, gestão estratégica vale mais do que reação tardia.

Regime de bens mal escolhido: o conflito que se constrói em silêncio
O regime de bens costuma ser definido de forma automática, muitas vezes no momento do casamento ou da união estável, sem que o casal compreenda




